VIII Jornada Internacional - Atuação e Presença apresenta


VIII Simpósio Internacional Reflexões Cênicas Contemporâneas 

de 19 a 22 de fevereiro de 2019

INSCRIÇÕES ABERTAS:
- como ouvinte até 18/02/19
- com apresentação de trabalho até 14/12/18
> mais informações e inscrições clique aqui


A presente edição de nosso Simpósio deseja dar continuidade e ampliar o debate iniciado nos encontros anteriores, intensificando o aporte sobre as questões que emergiram de forma mais potente nas três últimas experiências. Pensamos que essa intensificação não se dá somente pelo mergulho de aprofundamento dos temas não esgotados em discussão, mas pela difusão ampliada da participação do público e por um recorte mais plural dos assuntos das mesas, bem como pela inclusão de espaços de reflexão sobre possíveis novas formas de se documentar a criação (como nas demonstrações práticas de trabalho).

A agenda busca contemplar alguns temas, em certa medida, recorrentes ao debate  contemporâneo da comunidade artística, mas que podem ser problematizados num formato dinâmico de interfaces de reflexão. De fato, esse nos parece o caminho mais eficiente no esforço de construir um campo verdadeiramente potente de atualização do debate sobre as artes performativas: posicionar tais temas não como eixos de discussão autônomos, mas como núcleos móveis de provocações que se atravessam, se ultrapassam e desdobram a experiência do encontro físico em si.

Nesse sentido, a qualidade de acesso ao encontro torna-se ponto fundamental. Nas primeiras edições, acreditávamos que o recorte de público seria especializado, mais restrito aos profissionais das artes do corpo ou das artes em geral. Hoje, sabemos que o simpósio é a oportunidade de organizar um plano muito mais potente de produção de saberes para além das estratificações pensadas nos planejamentos originais, posto que  os debates movimentam campos de interesse diversos em torno das questões de criação.  Portanto, estendemos nosso encontro não apenas aos docentes e discentes da UNICAMP, instituição sede, e aos pesquisadores em geral; mas, a toda comunidade de criadores indistintamente.

Abriremos, ainda, a possibilidade de apresentação de trabalhos (comunicações orais) de pesquisa de mestrandos, doutorandos e pesquisadores brasileiros e estrangeiros, a partir dos temas diretamente vinculados aos dias de debate. A organização e mediação das comunicações ficará a cargo da Prof. Dra. Melissa dos Santos Lopes da UFRN.





EDIÇÕES ANTERIORES: 

Jornada Internacional - Atuação e Presença apresenta

VII Simpósio Internacional Reflexões Cênicas Contemporâneas 

de 20 a 23 de fevereiro de 2018

A presente edição de nosso Simpósio deseja dar continuidade e ampliar o debate iniciado nos encontros anteriores, intensificando o aporte sobre as questões que emergiram de forma mais potente nas três últimas experiências. Pensamos que essa intensificação não se dá somente pelo mergulho de aprofundamento dos temas não esgotados em discussão, mas pela difusão ampliada da participação do público e por um recorte mais plural dos assuntos das mesas, bem como pela inclusão de espaços de reflexão sobre possíveis novas formas de se documentar a criação (como nas demonstrações práticas de trabalho).

A agenda busca contemplar alguns temas, em certa medida, recorrentes ao debate  contemporâneo da comunidade artística, mas que podem ser problematizados num formato dinâmico de interfaces de reflexão. De fato, esse nos parece o caminho mais eficiente no esforço de construir um campo verdadeiramente potente de atualização do debate sobre as artes performativas: posicionar tais temas não como eixos de discussão autônomos, mas como núcleos móveis de provocações que se atravessam, se ultrapassam e desdobram a experiência do encontro físico em si.

Nesse sentido, a qualidade de acesso ao encontro torna-se ponto fundamental. Nas primeiras edições, acreditávamos que o recorte de público seria especializado, mais restrito aos profissionais das artes do corpo ou das artes em geral. Hoje, sabemos que o simpósio é a oportunidade de organizar um plano muito mais potente de produção de saberes para além das estratificações pensadas nos planejamentos originais, posto que  os debates movimentam campos de interesse diversos em torno das questões de criação.  Portanto, estendemos nosso encontro não apenas aos docentes e discentes da UNICAMP, instituição sede, e aos pesquisadores em geral; mas, a toda comunidade de criadores indistintamente.

Abriremos, ainda, a possibilidade de apresentação de trabalhos (comunicações orais) de pesquisa de mestrandos, doutorandos e pesquisadores brasileiros e estrangeiros, a partir dos temas diretamente vinculados aos dias de debate. A organização e mediação das comunicações ficará a cargo da Prof. Dra. Melissa dos Santos Lopes da UFRN.

Existem duas formas de inscrições para o Simpósio, sendo: como ouvinte e para apresentação de trabalhos (comunicações orais) de pesquisa de mestrandos, doutorandos e pesquisadores brasileiros e estrangeiros, a partir dos temas diretamente vinculados aos dias de debate. 
Inscrições como ouvinte podem ser feitas no local.

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR ONLINE
- Programação das comunicações aqui

Dia 20 de Fevereiro de 2018

PISTAS PARA UMA PESQUISA DE CAMPO NO CAMPO DAS ARTES DA CENA

A pesquisa de campo é em si um campo a se olhar. Pode aparecer como resposta sensível às necessidades e inquietações de um processo criativo, mas rapidamente toma forma rizomática e se constitui em cartografia a ser desvendado com a sabedoria do equilíbrio entre a delicadeza da detecção e aproximação das pistas e o lançamento no espaço arriscado da diferença, dos estranhamentos e das afetações em níveis diversos. É dotada de procedimentos que a tornam comprometida com a ética e permite aproximações com a educação, com as trocas culturais, com as intervenções nos espaços urbanos e nos ambientes naturais, com a fotografia e as linguagens audiovisuais.

Palestrantes: Carminda Mendes André (UNESP), Raquel Scotti Hirson (UNICAMP), Wlad Lima (UFPA)
Mediador: Eduardo Okamoto (UNICAMP)


➤ Dia 21 de Fevereiro de 2018

METODOLOGIAS E PROCEDIMENTOS PARA A CRIAÇÃO E PESQUISA EM ARTE

A arte gera conhecimento sensível, não-científico. Ao mesmo tempo, dialoga com questões políticas, estéticas, relacionais. Quais seriam alguns dos procedimentos e metodologias que a arte poderia se utilizar para tornar carne esse conhecimento prático, tanto na criação, como na pesquisa acadêmica? Sabemos que não há apenas uma resposta, mas problematizações.

Palestrantes: Marilia Vellardi (USP), Eduardo Passos (UFF), Marcos Rizolli (Universidade Presbiteriana Mackenzie)
Mediadora:  Melissa dos Santos Lopes (UFRN)


➤ Dia 22 de Fevereiro de 2018

DRAMATURGIAS (IM)POSSÍVEIS, (IN)VIÁVEIS

O tema surge da necessidade de alargamento do conceito de dramaturgia frente a expansão da prática e estruturação da escrita cênica na contemporaneidade. Trata-se de um convite a reflexão sobre as múltiplas camadas expressivas que permeiam os processos criativos nas artes da cena e suas potencialidades como elementos de construção de sentido. Para além do texto e da palavra, a corporeidade, a visualidade, a sonoridade, a relação com o espaço, a temporalidade, também são pontos de partida para a elaboração do discurso dramatúrgico, que se completa diante do espectador. Quais seriam, hoje, os limites das dramaturgias? Quais os sentidos e não-sentidos da dramaturgia? Enfim, o que é dramaturgia em nossa época?

Palestrantes: Michelle Ferreira (dramaturga), Miroslava Salcido (México), Daniel Marques da Silva (UFBA/UFRJ)
Mediadora: Larissa Neves (UNICAMP)


➤ Dia 23 de Fevereiro de 2018

O CORPO DA PALAVRA OU A PALAVRA DO CORPO: A ESCRITA COMO CRIAÇÃO

Um dos desafios da pesquisa artística acadêmica, mais especificamente das artes presenciais, é a experimentação de modos de narrar que tenham no próprio corpo seu principal vetor de criação. Quais as narrativas possíveis? Pretende-se problematizar outras formas de escritura que possam dialogar com os diferentes territórios e tempos (paralelos, cruzados, sobrepostos) por onde circulam a criação. Entendendo a narratividade como uma posição política que tomamos em relação ao mundo e a nós mesmos.

Palestrantes: Samira Brandão (PUC-São Paulo),  Ana Cristina Colla (UNICAMP), Lina Maria Villegas Hincapie (Colombia)
Mediação: Mariana Baruco (UNICAMP)


Práticas Cartográficas

Realizar micro ações de caráter performativo com intuito de gerar outras dinâmicas de fruição das atividades do Simpósio. Potencializando, assim, conexões entre conteúdos variados, valorizando os aspectos subjetivos relacionados à produção de conhecimento, através da abertura espaços de contaminação entre as pesquisas e práticas criativas. Gerando, ainda, material cartográfico do evento em suporte variado, a ser organizado como caderno para publicação. As atividades estão relacionadas às duas linhas de pesquisa do Lume Teatro: Laboratório Fuga! e Escrita Performativa.

LOCAL: Todas as mesas serão realizadas no Barracão da Cênicas (Paviartes), Sala 3 - Depto de Artes Cênicas da UNICAMP.




* abaixo informações sobre o VI Simpósio (2017):

- Assista aos vídeos na íntegra de cada dia do Simpósio - clique aqui


➤ Dia 14/02/2017

AMBIENTE E CORPO EM ARTE

Pretende-se com essa mesa problematizar as relações entre corpo e ambiente como material expressivo e possível território poético potencializador do corpo-em-arte. Um debate sobre a exacerbação da percepção dos espaços como atravessadores de corpos-memória que, sem hierarquia, transgridem os espaços poetizando sua potência de vida. A proposta é estabelecer um diálogo em tensão que reatualize determinações históricas, sociais, econômicas, ambientais e artísticas, desdobrando-se em diferentes linguagens: Site-Specific, vídeo-performance, cartografia urbana, entre outros.

Palestrantes: Profa. Dra. Fabiana Britto (UFBA), Prof. Dra. Paola Berenstein Jacques (UFBA), Profa. Dra. Michele Schiocchet

Mediação: Profa. Dra. Ana Terra (UNICAMP)

➤ Dia 15/02/2017

CAMPO EXPANDIDO DA ARTE: OUTROS DISCURSOS POSSÍVEIS 

O conceito de campo expandido afirma a importância do trabalho sobre si mesmo considerando que apenas o treino de técnicas não responde mais às questões colocadas pelos desafios proporcionados pelos processos criativos contemporâneos. O campo expandido borra as fronteiras entre gêneros artísticos e as fronteiras com outras formas de saber pois surge do diálogo intercultural e entre áreas de conhecimento. Problematizando a separação entre vida e arte, amplia o sentido da forma para a produção de uma estética de vida que se expresse em atos criativos de múltiplas formas, efeito da difusão de todas as áreas da vida. Nessa mesa propomos a reflexão sobre a relação das artes da cena com outros campos de saber para além do uso instrumental enquanto apropriação de uma ferramenta, mas enquanto efeito desse borramento de fronteiras no campo das artes e na vida.

Palestrantes: Prof. Dr. Daniel Plá (UFSM), Profa. Dra. Eni Orlandi (UNICAMP), Elizabeth Lima (USP)

Mediação: Prof. Dr. Cassiano Sidow Quilici (UNICAMP)


➤ Dia 16/02/2017

ESCUTA E PRESENÇA DA VOZ 

A mesa pretende pensar diferentes possibilidades da voz a partir de um campo expandido: quando a voz parte de uma escuta e experiência do corpo para além de sua destinação vocal e emissora e, para além de técnicas específicas e "ordenadas" em lugares isolados - para a música, para o teatro, para esse ou aquele canto -. Busca-se uma escuta e (des)construção de sentidos a partir de trabalhos artísticos cujas relações e encontros vocais e sonoros extrapolam os limites da linguagem verbal.  Consideramos aqui experiências e pesquisas que se relacionem com sons-mundos encontrados no corpo, bem como, numa experiência da escuta em relação com sons e vocalidades de outros contextos culturais, antigos, afetivos, ignorados. Nas experiências artísticas apresentadas poderemos pensar que o corpo, a palavra, sonoridades interiores e/ou distantes merecem outras possibilidades de escuta e presença da voz. 

Palestrantes: Profa. Dra. Janete El Haouli (UEL), Profa. Dra. Celina Alcântara (UFRGS), Francesca Della Mônica (Itália)

Mediação: Profa. Dra. Gina Monge (UNICAMP)


➤ Dia 17/02/2017

CIRCO: TRADIÇÃO, RUPTURA E TRADIÇÃO DA RUPTURA 

O circo como linguagem sempre esteve ligado a uma certa transdisciplinaridade, uma vez que tratamos de uma tradição que se estabelece nos inúmeros cruzamentos de referências – de linguagens, de disciplinas artísticas, de técnicas, de poéticas. Octavio Paz fala da modernidade como um ponto de estabelecimento de uma nova tradição, que tem na descontinuidade e na fragmentação um importante ponto de apoio, configurando o que o autor chama de uma “tradição da ruptura”. Essa estrutura parece bastante adequada às reflexões sobre o lugar do circo na produção cênica contemporânea: tradição sempre em movimento, que rompe com os modelos canônicos e encontra diálogos com diversas outras áreas. Além da abordagem teórico-prática proposta pela conferência principal, gostaríamos também de prestar uma homenagem à família Brede, família circense tradicional radicada em Campinas que contribui com a formação, manutenção e disseminação da cultura circense.

Palestrantes: PhD. Philippe Goudard (França). Profa. Dra. Elisabete Dorgam (USP), Prof. Dr. Marco A. C. Bortoleto (UNICAMP)

Mediação: Doutorandas Marisa Riso e Carolina Mandell


DURANTE TODO O EVENTO:

Práticas Cartográficas

Realizar micro ações de caráter performativo com intuito de gerar outras dinâmicas de fruição das atividades do Simpósio. Potencializando, assim, conexões entre conteúdos variados, valorizando os aspectos subjetivos relacionados à produção de conhecimento, através da abertura espaços de contaminação entre as pesquisas e práticas criativas. Gerando, ainda, material cartográfico do evento em suporte variado, a ser organizado como caderno para publicação. As atividades estão relacionadas às duas linhas de pesquisa do Lume Teatro: Laboratório Fuga! e Escrita Performativa.

Coordenação: Dr. Flávio Rabelo (LUME)

Atravessadores Convidados: Profa. Dra. Dora Andrade (UEMS), Dra. Ana Clara Cabral Amaral Brasil (LUME), Núcleo FUGA! (LUME)





* abaixo informações sobre o V Simpósio (2016):

SOBRE O SIMPÓSIO REFLEXÕES CÊNICAS CONTEMPORÂNEAS

A agenda busca, a cada ano, contemplar alguns temas, em certa medida, recorrentes ao debate contemporâneo da comunidade artística, mas que podem ser problematizados num formato dinâmico de interfaces de reflexão. De fato, esse nos parece o caminho mais eficiente no esforço de construir um campo verdadeiramente potente de atualização do debate sobre as artes performativas: posicionar tais temas não como eixos de discussão autônomos, mas como núcleos móveis de provocações que se atravessam, se ultrapassam e desdobram a experiência do encontro físico em si.

Nesse sentido, a qualidade de acesso ao encontro torna-se ponto fundamental. Na primeira edição, acreditávamos que o recorte de público seria especializado, mais restrito aos profissionais das artes do corpo ou das artes em geral. Hoje, sabemos que o simpósio é a oportunidade de organizar um plano muito mais potente de produção de saberes para além das estratificações pensadas nos planejamentos originais, posto que  os debates movimentam campos de interesse diversos em torno das questões de criação.  Portanto, estendemos nosso encontro não apenas aos docentes e discentes da UNICAMP, instituição sede, e aos pesquisadores em geral; mas, a toda comunidade de criadores indistintamente.

Desde a quinta edição abrimos a possibilidade de apresentação de trabalhos (comunicações orais) de pesquisa de mestrandos, doutorandos e pesquisadores brasileiros e estrangeiros, a partir dos temas diretamente vinculados aos dias de debate.


> VEJA COMO FOI O V SIMPÓSIO INTERNACIONAL REFLEXÕES CÊNICAS CONTEMPORÂNEAS - clique aqui



PROGRAMAÇÃO
V SIMPÓSIO INTERNACIONAL REFLEXÕES CÊNICAS CONTEMPORÂNEAS 

Data: 22, 23, 24 e 25 de fevereiro de 2016 

14h às 18h | Apresentação das comunicações
local: Ciclo Básico II - UNICAMP - salas: PB03, PB04, PB05, PB06* - Rua Sérgio Buarque de Holanda, 850

18h15 até 22h | Ações artísticas, palestras e debates
local: Auditório do Instituto de Artes - IA - UNICAMP - Rua Elis Regina, 50 - Cidade Universitária “Zeferino Vaz”


O Simpósio Internacional Reflexões Cênicas Contemporâneas é um evento integrante da Jornada Internacional Atuação e Presença, que em 2016 encontra-se em sua quinta edição. Esse evento tem como ponto aglutinador a reflexão cênica contemporânea: a partir dessa questão ampla e central, geram-se temas diários de relevância para a discussão cênica na atualidade, com o intuito de balizar e problematizar o debate a partir do foco escolhido. 

A partir desse ano teremos apresentações das comunicações aprovadas pela Comissão Artística e Científica da Jornada, no período entre 14h e 18h. No período noturno, entre 18h15 e 22h,  as atividades serão divididas em duas partes: 

1. Para a primeira parte do simpósio – entre 18h15 e 19h30 – são convidados pesquisadores acadêmicos, artistas de notório saber ou grupos para realizar a discussão e problematização de seus processos criativos e técnicos ou realizar Conferências Magnas sobre o tema do dia. O foco aqui não é, de forma alguma, a apresentação de um espetáculo ou cena pronta, mas a demonstração prática, teórica, ou prático-teórica de questões relevantes relativas ao processo criativo singular do convidado ou ainda a explanação conceitual e crítica do foco da discussão destacado no dia.  

2. Depois de um intervalo ocorre a segunda etapa – entre 20h e 22h – com a mesa de debates composta por dois doutores convidados e um doutor mediador. Cada convidado tem de 20 a 30 minutos para expor suas reflexões sobre o tema proposto. Após e exposição convida-se o artista-pesquisador, grupo do dia ou conferencista para compor a mesa e, então, o mediador faz uma pergunta comum para todos. Depois de responderem, abre-se para um debate com o público presente. Cabe ressaltar que essa formatação é apenas uma proposição. Sugere-se ao mediador, para além de apenas se atentar a organização temporal, ser proativo no sentido de propor, se desejar, outras formas, dinâmicas e transgressões. 

Um ótimo apetite, intelectual, crítico, artístico e poético a todos!



Dia 22/02/2016 | CORPO E PROCESSOS DESCOLONIAIS

A colonialidade, em diversos países, implementou a extração dos recursos naturais, a exploração através da conquista e controle de terras, a escravidão e a divisão de raças. Mais do que isso, houve um controle do conhecimento e da subjetividade, que foi emaranhada na questão da modernidade/colonialidade levando a uma geografia do conhecimento específica e a um controle da existência. Esse controle do conhecimento e da subjetividade atua em várias instâncias. Há diferenças epistêmicas em termos de entendimento do mundo que aparecem em cosmogonias, narrativas, saberes e práticas. Interessa-nos discutir questões sobre o pós-colonialismo e o descolonialismo a fim de pensar a prática e a arte da cena no Brasil.

Palestrantes: Jean Grahan-Jones (EUA) 
Mesa de Debates: Verônica Fabrini (UNICAMP) e Eduardo Mendieta (EUA) 
Mediação: Raquel Scotti Hirson (LUME)


Dia 23/02/2016 | DESMONTAGEM 

Esse dia tem como objetivo problematizar o conceito de desmontagem. Serão apresentados processos criativos que explicitam, num só tempo, uma forma estética que contempla os caminhos da pesquisa do artista, expõe-se os modos de produção, as metodologias e conceitos de suporte da criação. Uma desconstrução de processos artísticos no qual revela-se os conteúdos imbricados no modo de fazer do artista. Desnuda os pontos de partida, seus desvios de rota e sua construção processual.

Processos: Tânia Farias - Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz e Teresa Ralli - Grupo Cultural Yuyachkani (Peru) 
Debatedoras: Ana Cristina Colla (LUME) e Mara Lucia Leal (UFU)


Dia 24/02/2016 | CORPO EM ARTE E POLÍTICA

Essa mesa pretende discutir a ideia do corpo como uma construção social, como uma realidade inacabada que não existe enquanto uma entidade autônoma e autossuficiente, mas que é constituído e afetado a todo instante pelos acontecimentos sociais, culturais e políticos que o cercam. Como, então, pensar esse corpo em sua dimensão fenomenológica, corpo próprio, corpo vivido, corpo que sou eu? Como que essa dimensão pode se relacionar com a dimensão coletiva do corpo? E como a arte contribui para a construção/experimentação desse corpo paradoxal?

Palestrante: Miguel Rubio Zapatta - Grupo Cultural Yuyachkani (Peru) 
Mesa de Debates: Charles Feitosa (UNIRIO) e Ruy Filho (Editor da Revista Antro Positivo)
Mediação: Renato Ferracini (LUME)


Dia 25/02/2016 | DANÇA E PERFORMATIVIDADE

Poderíamos ler em Feral que Performer, quer seja num sentido primeiro “de superar ou ultrapassar os limites de um padrão” ou ainda no sentido de “de se engajar num espetáculo, um jogo ou um ritual”, implica ao menos em três operações, diz Schechner. 1. ser/estar (“being”), ou seja, se comportar (“to behave”); 2. fazer (“doing”). É a atividade de tudo o que existe, dos quarks aos seres humanos; 3. mostrar o que faz (“showing doing”, ligado à natureza dos comportamentos humanos). Este consiste em dar-se em espetáculo, em mostrar (ou se mostrar). Essa performatividade que foca o primado da cena na ação e no processo de abertura de seu processo de feitura, enquanto uma ontologia da ação em ato, de certa forma, define a performance. Esse dia será dedicado a como alguns trabalhos de dança pensam seu fazer a partir desse território performativo. 
Processos: Holly Cavrell (UNICAMP) e Ligia Tourinho (UFRJ) 
Debatedoras: Ana Clara Cabral Amaral Brasil (LUME) e Tania Alice Feix (UNIRIO)




PROGRAMAÇÃO APRESENTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES 
V SIMPÓSIO INTERNACIONAL REFLEXÕES CÊNICAS CONTEMPORÂNEAS 

➤ DIA 22 DE FEVEREIRO  |  SEGUNDA-FEIRA

Corpo e Processos Descoloniais

Ciclo Básico II - Sala PB03  |  Mediador: Edu de Maria

Sessão 1 - 14:00 às 15:45

Andréde Souza Macedo - (Re)escrita teatral na encenação: O transeunte enquanto colaborador.

Maria Fernanda Miranda - Quando o que se olha mostra como deve ser o entrelaçar: as mulheres de linhas do Vale do Urucuia.

Camila Silveira Duarte - Afecções e paisagens in transit: processos de desterritorialização e deslocamentos poéticos nas obras da artista afegã Lida Abdul.

Luciano Mendes de Jesus - As composições (quase) escondidas: escuta e experiência do Teatro Laboratório ao Workcenter of Jerzy Grotowski and Thomas Richards.

Intervalo 16:00 às 16:30 – Café na Sala PB04

Sessão 2 – 16:30 às 18:00

Lidia Olinto e Brisa Vieira - A perspectiva transcultural dos conceitos de linha orgânica e linha artificial de Jerzy Grotowski.

Jefferson Oliveira Delfino – O teatro negro e o negro no teatro.

Juliano Ricci Jacopini - O ator-dramaturgo em territórios corpográficos.


➤ DIA 23 DE FEVEREIRO  |  TERÇA-FEIRA

Desmontagem

Ciclo Básico II - Sala PB03  |  Mediadora: Maria Renata Furlanetti

Sessão 1 – 14:00 às 15:45

Fernanda Pimenta - Exaustão em Viewpoints: em busca de uma experiência poética.

Caue Camargo Santos - Tecido de Memórias: retalhos e costuras de um professor-artista.

Helena Cardoso Lixa - Os ruídos do caos sobre a mente vazia –  laços poéticos entre a cidade e o treinamento pessoal do ator.

Intervalo 15:45 às 16:15 – Café na PB06

Sessão 2 – 16:15 às 18:00

Alan Carlos Monteiro Júnior –É iqual, mas é diferente: O quente e o frio entre os processos de resignificação-em-arte da cia mundu rodá de teatro físico e dança.

Marcela Cavallini –Movimento Caracol.

Elisa Rossin - Mascaramentos contemporâneos: uma investigação da matéria em movimento.

Luciano Matricardi - O Performer” de Grotowski.

Ciclo Básico II - Sala PB04  |  Mediadora: Carolina Mandell

Sessão 1 – 14:00 às 15:45

Carla Medianeira Antonello - Ensaio: espaço de criação.

Rafael Resende Marques da Silva –Diálogos entre a Rússia e o Brasil.

Renata Asato - Do Teatro Nô à Dança Butô: um caminho para dizer "não".

Intervalo 15:45 às 16:15 – Café na PB06

Sessão 2 – 16:15 às 18:00

Karla Calasans de Mello –Nos En(tre)cantos de Dulcinea Del Toboso ou Dulcinea em cantata. Ana Elvira Wuo –Relações simbólicas estabelecidas na iniciação  clownesca do ator: rito de passagem ao território de comicidade.

Márcia Baltazar - A pesquisa dos vetores ósseos da Técnica Klauss Vianna para a formação continuada de atores.

Paulo Eduardo Cecconello –Sobre a Escritura dos Deuses: Orixás, travestismo e carnavalização como tecedura para a dramaturgia de Zora Seljan.

Ciclo Básico II - Sala PB05  |  Mediador: Camilo Scandolara

Sessão 1 – 14:00 às 15:45

Marisa Ribeiro Soares–O Palhaço em sua transgressão.

Kátia Celyane Farias Schmitt –Experiências criativas no processo de preparação do ator na televisão.

Bruno Parisoto –La Voix du Chat Noir: dobramentos por uma pesquisa somático-poética.

Intervalo 15:45 às 16:15 – Café na PB06

Sessão 2 – 16:15 às 18:00

Gleuter Alves Guimarães - Do Menino entre Bananeiras ao Adulto entre Palavras: Desmontagem de uma Trajetória de Poesia e Vida.

Iane Vianna Garcia –O Corpo é uma Festa: Brincadeira, Subjetividade e Afeto.

Renata Vendramin - Teia Dramatúrgica: trajetos sinuosos de uma atriz em fluxo e ritmo criativos.

Narciso Larangeira Telles da Silva - Desmontando a EITALC: práticas e pedagogias latino americana.


➤ DIA 24 DE FEVEREIRO  |  QUARTA-FEIRA

Corpo em Arte e Política

Ciclo Básico II - Sala PB03  |  Mediadora: Carolina Mandell

Sessão 1 – 14:00 às 15:45

Camila Damasceno Silva - Carne de açougueiro: a produção de corporeidades nos espetáculos do La Carnicería Teatro.

Francisco Roberto de Freitas - Corpo~Cordão: atando-se a uma política de identidade.

Jamila Nascimento Pontes - Da lama à poeira: a quadrilha junina “Escova do Banguelo” – do processo de criação à teatralidade.

Intervalo 15:45 às 16:15 – Café no corredor

Sessão 2 – 16:15 às 18:00

Florencia Benitez-Schaefer –Cuerpo, Paz y Transformación.

Vivian Marina Redi Pontin - Experimentos e encontros de um corpo.

Sandra Regina Facioli Pestana –La Pocha Nostra: trajes de cena em performance.

Ciclo Básico II - Sala PB04  |  Mediador: Tiago Moreira Fortes

Sessão 1 – 14:00 às 15:45

Victor de Seixas –Repetir e sentir, Mimo Corpóreo treinamento e subjetividade.

Hussan Fadel Silvestre - PerformAção: o mundo mediado pela performance.

Renata Mazzei Batista –O aikido e a capoeira como fontes de inspiração para o trabalho do ator.

Intervalo 15:45 às 16:15– Café no corredor

Sessão 2 – 16:15 às 18:00

Desirée Pessoa –Ética do Corpo e Política nas Artes Cênicas.

Elias de Oliveira Pintanel –Em busca de um corpo estésico: conexões entre o corpo bioenergético e o corpo cênico.

Julio Santos de Castro –Destino Panidrom/RJ: Cidade-Evento.

Ciclo Básico II - Sala PB05  |  Mediador: Camilo Scandolara

Sessão 1 – 14:00 às 15:45

Vilma Campos dos Santos Leite –A aprendizagem com as máscaras a partir dos brincantes.

Andre Luiz Rodrigues Ferreira - Distúrbios ideológicos: comicidade e política em Leo Bassi.

Fausto de Lima Pereira Ribeiro –A Construção de Micro Narrativas Urbanas.

Intervalo 15:45 às 16:15 – Café no corredor

Sessão 2 – 16:15 às 18:00

Mariana Rotili –Matrimia ou O Cordão das Ancestrais: Mímesis Corpórea e Afetos Ciganos.

Paula Petreca –Três Peças para Arquitetura – Apontamentos para a Criação de Dança como Performances do Corpo na Cidade.

Romulo Santana Osthues –Como comunicam os palhaços – um nariz vermelho feito (de) mídia.

Ciclo Básico II - Sala PB06  |  Mediadora: Maria Renata Furlanetti

Sessão 1 – 14:00 às 15:45

Bruna Martins Reis - Sobre criar a “Borda” - uma dança de corpo fronteira.

Renata Domingos Volpato –Florescer do Clown: focalização do aspecto terapêutico e potencializador de alegria, espontaneidade e presença na arte do clown.

Nykaelle Barros - O corpo bufonesco.


➤ DIA 25 DE FEVEREIRO  |  QUINTA-FEIRA

Dança e Performatividade

Ciclo Básico II - Sala PB03  |  Mediadora: Elisa Belém

Sessão 1 – 14:00 às 15:45

Marcilio de Souza Vieira - Dança sobre águas claras: a construção de grupos e companhias de dança na UFRN por Edson Claro.

Ysmaille Ferreira de Oliveira - Orai pro Nobis: Teoria e prática de performances na Festa do Divino Espírito Santo na Amazônia.

Fernanda Helena Guedes Reis Teixeira dos Santos –Tomada de decisão na improvisação em dança de Katie Duck.

Dodi Leal - Combatividade corporal queer: quando a dança elabora uma arte marcial para questionar o gênero de um viado.

Intervalo 15:45 às 16:15 – Café na PB04

Sessão 2 – 16:15 às 18:00

Juliana Cunha Passos –Processos de criação em dança a partir de imagens.

Thais Helena D'Abronzo –O jogo das paixões corporais: a dança de Ilka Schönbein.

Ana Flávia Felice Nunes –Experimento Performático Pele N¹.

Andreia Dias Marques - A palavra modifica o mundo ao redor: ação da palavra e performatividade na dança contemporânea.



Democratizando o acesso

Desde a primeira edição do simpósio há uma preocupação tanto em tornar acessíveis os conteúdos expostos e discutidos como criar estratégias para dar um suporte de permanência e durabilidade a esse acontecimento para futuros acessos. Pretendemos continuar nossa política de democratizar o acesso às atividades de formas distintas e dessa forma todas as atividades:

1.  São transmitidas on-line, em tempo real, com possibilidade de participação direta dos internautas;

2.  São gravados em DVDs que ficarão disponíveis na Sede do LUME para consulta;

3.  Aquelas que receberam autorização serão integralmente disponibilizadas em plataformas de acesso geral como o YOUTUBE;

4.  São publicadas na forma de artigos na Revista ILINX – Revista do LUME www.ilinx.lumeteatro.com.br

As edições I (2012), II (2013) e III (2014) já estão disponíveis. A edição IV de 2015 está em processo de formatação tanto dos textos proferidos quando do conteúdo audiovisual com previsão para publicação e disponibilização no Youtube até final de novembro de 2015.

Conteúdos disponíveis do I Simpósio realizado em 2012:

http://www.cocen.unicamp.br/revistadigital/index.php/lume/issue/view/14/showToc

Conteúdos disponíveis do II Simpósio realizado em 2013:

http://www.cocen.unicamp.br/revistadigital/index.php/lume/issue/view/17/showToc

Conteúdos disponíveis do III Simpósio realizado em 2014:

http://www.cocen.rei.unicamp.br/revistadigital/index.php/lume/article/view/310/274


Formato

Palestras e Debates

As palestras e debates do simpósio acontecem no período noturno – entre 18:00 e 22:00 – no Auditório do Instituto de Artes – IA – UNICAMP. Tem como ponto aglutinador a reflexão cênica contemporânea: a partir dessa questão ampla e central, geram-se temas diários de relevância para o discussão cênica na atualidade com o intuito de balizar e problematizar o debate a partir do foco escolhido.

Para a primeira parte – entre 18:00 e 19:30 – são convidados pesquisadores acadêmicos, artistas de notório saber ou grupos para realizar ou uma palestra expositiva ou a discussão e problematização de processos criativos e técnicos cujo foco não será a apresentação de espetáculo ou cena pronta, mas a demonstração ou exposição prática, teórica, ou prático-teórica de questões relevantes relativas ao processo criativo singular do convidado.

Depois de um intervalo ocorre a segunda etapa – entre 20:00 e 22:00 – com a mesa de debates composta por dois pesquisadores/artistas convidados e um pesquisador/artista mediador. Cada convidado tem de 30 a 40 minutos para expor suas reflexões sobre o tema proposto. Após e exposição convida-se o artista-pesquisador ou grupo do dia para compor a mesa e, então, o mediador faz uma pergunta comum para todos. Depois de responderem, abre-se para um debate com o público presente. Cabe ressaltar que essa formatação é apenas uma proposição. Sugere-se ao mediador, para além de apenas se atentar a organização temporal, ser proativo no sentido de propor, se desejar, outras formas, dinâmicas e transgressões.

Criamos, ainda, a figura do Anjo Contaminador. Esse doutor ou mestre convidado terá a função de – nos meses que antecedem o simpósio e por meio dos meios eletrônicos disponíveis – proporcionar o contato entre os convidados do dia quer seja para ajustar o debate ao tema proposto, como principalmente, proporcionar a sinergia e contaminação temática entre os convidados.