O espetáculo

curriculos

_atuação
Ana Clara Amaral
Carolina Laranjeira
Eduardo Albergaria
Evelyn Ligocki

_orientação
João Ricardo
Jussara Miller
Renato Ferracini

_direção
Norberto Presta

_pesquisadora
Juliana Schiel

_produção
Leonel Carneiro

As fronteiras entre a dança e o teatro têm sido um dos focos fomentadores das pesquisas contemporâneas em Artes Cênicas. O “Núcleo Fuga!” busca o experimento prático da potencialidade criativa que a união entre atores e bailarinos traz. Além dos performadores possuírem formação nas duas linguagens, foram utilizados neste processo especificamente, alguns procedimentos do Lumeteatro e a técnica Klauss Vianna de dança, por possuírem concepções de trabalho que se relacionam.
Para tanto Renato Ferracini e Jussara Miller propuseram, separadamente, encontros (ou bolsões de trabalho) nos quais foram exercitadas questões essenciais a esses trabalhos, criando um vocabulário pré-expressivo que possibilitasse ao coletivo estruturar sua criação. A escolha por trabalhar essas informações em separado foi tomada para que a contaminação entre os dois trabalhos se desse no plano do corpo e este as organizasse, e não dada a partir de possíveis conceituações anteriores às vivências. João Ricardo acompanhava os performadores nesse processo, gerando novas possibilidades de visão dos materiais, relacionando o trabalho de Renato e Jussara com a construção/criação da direção. Ao mergulhar nesse caldo criativo o diretor Norberto Presta desenvolveu, como um tecedor, os materiais do grupo em direção a uma dramaturgia cênica própria.
Se nos apoiarmos nas linguagens da dança e do teatro, e principalmente em sutilezas de criações do corpo, o que se constrói em cena? Em busca dessa resposta ou do aprofundamento da questão foram estruturados os processos de ensaio, colocando sobre o mesmo tablado estas orientações diferentes de linguagem, mas que, em níveis mais profundos, se conectam e geram outros campos de poesia em cena.
Colocando o performador em relação direta com o espectador, verificamos a delicada borda líquida que separa arte e vida, espectador e performador: ambos são seres em criação conectados por um mundo de virtualidades geradas pelos corpos.